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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Samsung lança sistema operacional móvel


Plataforma de código aberto Bada competirá com outros sistemas como Symbian e Android

Diferente do que tem feito seus concorrentes, a Samsung lançou na terça-feira (10/11) um sistema operacional móvel para equipar celulares e smartphones.

Bada, como foi batizado o sistema, é uma plataforma open source que a Samsung espera atrair consumidores e desenvolvedores para seus aparelhos. A companhia não apresentou muitos detalhes sobre o Bada, que significa oceano em coreano, mas afirmou que ele terá uma forte interface para usuários, será amigável para desenvolvedores e permitirá que operadoras móveis ofereçam diversos conteúdos e serviços.

A Samsung informou ainda que encorajará experiência de integração e funcionalidades entre diversas aplicações, o que significa que funcionalidades core, como chamada de voz, mensagens e agenda serão abertas aos desenvolvedores. Os clientes poderão ainda baixar aplicações por meio da Samsung Application Store.

"Ao abrir a plataforma Samsung, poderemos prover experiências mais ricas e aumentar o número de smartphones acessíveis", afirmou Hosoo Lee, vice-presidente executivo da Samsung, em comunicado.

A empresa, hoje segunda maior fabricante de celulares do mundo, informou que o kit de desenvolvimento de software do Bada estará disponível em dezembro. Devices com a plataforma são esperados para 2010. A Samsung tem tido boa atuação no espaço móvel com seus aparelhos, mas, ao apostar em um sistema, entra em um nicho altamente competitivo que já conta com Microsoft, Google, Symbian, Apple, Research In Motion (RIM) e Palm.

A natura open source do Bada, entretanto, significa que ele competirá com mais intensidade com Symbian e Android, do Google. Esses dois sistemas, aliás, já possuem compromissos com os principais fabricantes de celulares. Por enquanto, o Bada será adotado apenas pela Samsung. Ainda não está certo se a companhia continuará produzindo smartphones com Android ou Windows Mobile.

Por Marin Perez | InformationWeek EUA

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Google adquire empresa de publicidade móvel


MOUNTAIN VIEW — O Google está dando continuidade ao seu projeto de vender publicidade em celulares, anunciando a compra da rede de anúncios móveis AdMob por 750 milhões de dólares em ações.

O gigante já tem um sistema de publicidade móvel, o DoubleClick Mobile, que foi desenvolvido pela DoubleClick, adquirida pelo Google por 3,2 bilhões de dólares.
Segundo a companhia, comprar a AdMod lhe dará mais conhecimentos e experiência no mercado, que deve crescer rapidamente nos próximos anos.

Omar Hamoui fundou a AdMod em 2006. A empresa, com base em San Mateo, na Califórnia, oferece um mercado para anunciantes comprarem espaço em sites feitos para serem acessados pos dispositivos móveis.

"A publicidade móvel tem um enorme potencial como um meio de marketing e embora a indústria esteja nos seus estágios iniciais, a AdMob já fez progressos expecionais em um curto período de tempo", declarou Susan Wojcicki, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google.

Por InfoPlantão

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Aprovado padrão para voz e SMS em LTE


Maioria das operadoras e fabricantes de celulares entrou em acordo sobre perfil técnico de voz e serviços SMS em rede LTE

Em um movimento que pode acelerar o lançamento de redes com tecnologia Long Term Evolution (LTE), um grupo de operadoras, fornecedores de infraestrutura e fabricantes de celulares entrou em acordo sobre um padrão para introdução e entrega de voz e serviços de SMS por meio de redes 4G LTE.
Chamado de iniciativa On Voice, o padrão de perfil técnico definiu algumas funcionalidades existentes no 3GPP que podem servir como padrão para provedores de serviços móveis, vendedores de equipamentos de rede e fabricantes de celulares.
As empresas acordaram que o padrão incluirá muitos - quando não a maioria - dos líderes mundiais no universo emergentes de LTE. Entre elas estão: AT&T, Orange, Telefônica, TeliaSonera, Verizon, Vodafone, Alcatel-Lucent, Ericsson, Nokia Siemens Networks, Nokia, Samsung e Sony Ericsson.
Algumas operadoras norte-americanas como Sprint Nextel e T-Mobile ficaram de fora. A Sprint tem trabalhado em torno da tecnologia WiMax e firmou parceria com a Clearwire para em torno desse tipo de rede wireless, já a T-Mobile, unidade da Deutsche Telekom, tem dado suporte a outro movimento chamado Voice over LTE Generic Access (VolGA).
Em comunicado, o grupo One Voice afirmou que o padrão ajudaria a garantir roaming internacional e interoperabilidade para os consumidores nos serviços de voz e de mensagem de texto.
"Discussões colaborativas abertas", afirmou o grupo, em comunicado, "concluíram que uma solução baseada em IP Multimedia Subsystem (IMS), como definido pelo 3GPP, é mais viável para atingir as expectativas dos clientes." O padrão ajudará a mover os circuitos de serviços telefônicos existentes para serviços LTE baseados em IP.

Por W. David Gardner | InformationWeek EUA

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Android 2.0 revela ferramentas corporativas


Última versão do sistema operacional móvel do Google facilita uso de e-mail corporativo, calendário e informação de contatos no celular
O Google disponibilizou a próxima versão do sistema operacional para desenvolvedores. O movimento pode levar o Android 2.0 para handsets com apelo corporativo, além de também atrair aplicativos com o mesmo foco.
Embora modelos como HTC Hero possuam suporte ao Microsoft Exchange, a última versão da plataforma vem com esse suporte internamente. Isso deve facilitar aos usuários do Android o acesso aos e-mails corporativos, calendário e informações de contatos. Além disso, o sistema operacional vem com uma caixa de entrada compartilhada, onde o cliente pode gerenciar múltiplas contas Exchange, e-mails baseados na web, além de contas POP3 e IMAP em uma única interface.
O Verizon Motorola Droid, apresentado na quarta-feira (28/10), é o primeiro aparelho comercial com a versão 2.0 da plataforma Google.
O Android 2.0 vem ainda com novas interfaces de programação de aplicativos, o que pode ajudar a ampliar o número de aplicativos de produção. O novo gerenciador de conta, sync e contatos APIs abrem as portas para programas que podem agregar informações de diversas fontes.
Esse sistema vem com habilidade para pesquisa de SMS e MMS, melhorou os controles da câmera, adicionou suporte ao HTML 5 ao webkit do navegador e trouxe melhorias também para o teclado virtual. O Android 2.0 suporta ainda telas de diversas resoluções.


Por Marin Perez | InformationWeek EUA

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Modems superam celulares 3G em setembro


Os dados sobre a telefonia móvel divulgados nesta quarta-feira, 21/10, pela Anatel mostram que a base de celulares 3G chegou a 2.545.846 de acessos, número semelhante ao total de terminais de dados móveis com velocidades superiores a 256 kbps – que a agência entende como banda larga - e que somam 2.304.202. Os terminais de dados com velocidade inferior a 256 kbps são 1.745.138.
Em setembro, foram feitas 195,2 mil novas habilitações de celulares 3G. O volume de novos modems de acesso à internet foi ligeiramente superior, alcançando 196,8 mil novas habilitações, numa prova que a Internet está sendo, de fato, o motor da Terceira Geração no pais.
Na divisão por tecnologia, os equipamentos GSM constituem a maioria absoluta do mercado móvel, com 150.321.795 acessos, ou 90,49% de participação. Outros 8.784.978 de acessos usam tecnologia CDMA (5,29%). Em seguida vêm WCDMA (2.341.046 de acessos, 1,41%), TDMA (413.911 acessos, 0,25%), CDMA 2000 (204.800 acessos, 0,12%) e AMPS (4.918 acessos).
Com 1.581.771 de habilitações em setembro (crescimento de 0,96%), o Brasil chega a 166.120.788 de acessos do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e densidade de 86,67 acessos por 100 habitantes. O crescimento nos primeiros nove meses do ano é o segundo na série histórica, ficando atrás de 2008. Do total de acessos, 136.562.865 (82,21%) são pré-pagos, e 29.557.923 (17,79%), pós-pagos.
A Vivo continua liderando o mercado, com 48.847.198 acessos, ou 29,4% de participação, seguinda pela Claro, com 42.278.198 acessos (25,45%), pela TIM (39.612.224 de acessos, 23,85%) e pela Oi (34.760.831 de acessos, 20,93%). CTBC, Sercomtel e Unicel detém, respectivamente, 0,31%, 0,05% e 0,01% do mercado móvel.
Ainda segundo números divulgados hoje pela Anatel, estados das regiões Norte e Nordeste se destacam no indicador de teledensidade, que é utilizado internacionalmente para demonstrar o número de acessos em serviço em cada grupo de 100 habitantes.
Em setembro, os cinco estados com maior crescimento são do Nordeste (Paraíba, Piauí, Maranhão, Sergipe e Ceará). No acumulado do ano, os destaques são Tocantins, Amapá, Rondônia, Maranhão e Roraima.


Por Tecnologia3G

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nextel e Motorola lançam aparelho com conteúdo musical


Novidade é a primeira a ter o formato slider e vem com conteúdo da banda Black Eyed Peas

A Nextel e a Motorola lançam no Brasil o primeiro aparelho iDEN baseado na plataforma MOTOROKR: o Motorola i856. A novidade foca os fãs de música e é a primeira a receber a função PTT (push-to-talk) no formato slider (deslizante). O aparelho tem conteúdo musical pré-carregado da banda Black Eyed Peas, além do fone de ouvido MOTOROKR H20 e do aplicativo MOTOID, exclusivo da Motorola, que possibilita identificar a música que estiver tocando no ambiente e o artista original. O aparelho está disponível nas lojas Ponto Frio, Fnac, Casa&Vídeo, Fast Shop, Extra Eletro, Americanas.com e Submarino com um preço sugerido de R$ 699.


Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Especial Android: plataforma muda conceito de inovação em celulares


Software criado pelo Google promete trazer novos aplicativos de comunicação móvel focados. Mas, antes, precisa conquistar os desenvolvedores

A disputa pelo mercado de celulares ganhou novos ares nos últimos meses. A série de lançamentos envolvendo a plataforma Android - criada pelo Google e gerenciada atualmente pela Open Handset Alliance - tem movimentado o mercado em outras direções que estão longe das features embarcadas nos aparelhos. A disputa agora é sobre o futuro dos serviços que estes aparelhinhos permitirão.

O Magic, da HTC, lançado recentemente no Brasil, já é um bom exemplo do que pode se esperar dessa nova safra de celulares. Ele traz facilidades para que o usuário instale widgets (aplicativos web) variados e traz interação nativa com redes sociais e aplicativos de escritório. Esta evolução, mais pela possibilidade e pelo momento em que surge do que por suas características atuais, deve levar a caminhos inimagináveis.

É como se no começo da popularização dos computadores, nos anos 80, não tivéssemos o Windows como sistema predominante. No mundo móvel de hoje, existem ao menos seis tecnologias concorrentes buscando um lugar ao sol. Symbian, RIM OS, Android, iPhone OS, Palm OS e Windows Mobile disputam o coração dos consumidores. "O sucesso delas dependerá da oferta de aplicativos e nisso o Android é promissor", explica o diretor de negócios da HTC no Brasil, Rodrigo Byrro.

O lado curioso da nova disputa é que não há grandes diferenças entre os novos celulares com Android. Eles somente se mostram prontos para a nova evolução que pode ser proporcionada pelas comunidades de desenvolvedores espalhadas pelo mundo.

Esse fator disperso e dependente de comunidades locais pode causar uma reviravolta no mercado em torno dos celulares. A produtora de software Distimo detectou um padrão interessante que explica esse novo cenário e pode ser conferido neste link. Seus aplicativos para iPhone tem boa penetração em mercados locais. Porém, as vendas de programas para Android se destacam globalmente.

As possibilidades dos serviços especializados em celulares são muitas. A rede das operadoras pode identificar o local exato da pessoa e os dados trocados entre sistemas podem levar isso em consideração. Um exemplo é o aplicativo de previsão do tempo que está no Magic, que informa o clima local de forma imediata mesmo que o usuário viaje entre mais de uma cidade no mesmo dia. "Porém, toda a inovação dependerá da forma e do que os desenvolvedores de software vão criar para o Android", destaca Byrro.

Não é por acaso que a Motorola, ao anunciar suas intenções com o Android, prometeu ajudar a troca de informações entre técnicos do mundo todo para a evolução da plataforma. A empresa lançou o MOTODEV Studio Android Beta, para facilitar a criação de aplicativos para os terminais da marca e deve abrir seus canais de distribuição para as soluções em breve.

A atenção da empresa ao assunto pode ser conferida aqui. O vice-presidente para plataformas de software e ecossistemas da Motorola, Christy Wyatt, acredita que o Android, como uma plataforma aberta, irá fomentar a inovação dos celulares nos próximos anos.

Algo que é enfatizado por um dos maiores especialistas em redes digitais, o matemático e criador do protocolo TCP/IP e atualmente um dos evengelistas do Google, Vinton Cerf. Entre uma declaração e outra sobre liberdade na rede e web semântica, Cerf costuma apoiar mistura de softwares de desenvolvimento abertos e celulares. Para ele, esse casamento será glorioso em meios para facilitar todo o tipo de comunicação num futuro próximo.


Por Gilberto Pavoni Junior | especial para IT Web

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

TIM promete investir R$ 7bi em 3G no Brasil


SÃO PAULO - O presidente da TIM, Luca Luciani, afirmou hoje em São Paulo durante encontro com jornalistas que a telecom investirá R$ 7 bilhões em redes 3G no Brasil até o final de 2011.

Segundo Luciani, esse volume de recursos visa melhorar a qualidade do sinal nas regiões onde já há cobertura 3G da TIM e estrear sua rede rápida móvel em novos municípios no interior do Brasil. “Montar uma rede 3G é fácil, o difícil é fazê-la funcionar bem”, disse o executivo.
O volume de recursos leva em conta parte do capital que a TIM comprometeu para comprar a Intelig. A aquisição ainda não foi finalizada em função de pendências judiciais da Intelig, que contesta ações trabalhistas na Justiça.

A expectativa da TIM é ampliar sua capacidade de tráfego de dados em redes móveis usando parte da infraestrutura da Intelig, assim que concluir o processo de compra.

Dos R$ 7 bilhões, R$ 2,3 bilhões são investimentos feitos ao longo deste ano na melhoria da rede. Luciani explica que para identificar os eventuais pontos de falha da rede móvel, carros da telecom percorreram as cidades cobertas pela TIM com celulares e sensores a mão.

O objetivo foi medir onde havia deficiências para priorizar os investimentos.


Por Felipe Zmoginski, de INFO Online

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tendência? T-Mobile introduz Wi-Fi para empresas


Quarta maior operadora nos EUA fornece aos usuários de BlackBerry habilidade para fazer chamadas por meio de rede WiFi padrão por fee mensal

A T-Mobile está com uma abordagem agressiva no mercado corporativo ao permitir que usuários de BlackBerry façam chamadas ilimitadas por meio de redes Wi-Fi.

As chamadas Wi-Fi juntamente com o serviço MobileOffice unem-se ao T-Mobile BlackBerry sob redes WLAN, levando o número corporativo do usuário, bem como sua caixa de voz, para os celulares. Essa mudança pode gerar economia, já que os usuários poderão utilizar redes Wi-Fi de hotéis, cafés ou escritórios para efetuar chamadas.

Essa oferta é possível por conta do sistema de voz da Research In Motion (RIM). Ele fica atrás do firewall corporativo e se liga às diversas setups PBX corporativas. Gestores de TI poderão aplicar ferramentas de segurança, como login para chamadas ou autenticação de usuários. Inicialmente, isso será compatível com modelos como Curve 8900 e Pearl 8220.

O preço do serviço dependerá do cliente e empresas com mais de 100 linhas T-Mobile podem receber planos de chamadas via WiFi ilimitados. Consumidores com menos linhas devem pagar em torno de US$ 10 por linha ao mês.

A investida da T-Mobile pode ganhar atenção de muita gente, principalmente pela possibilidade de redução de custos com as chamadas internacionais.

Será esse movimento uma tendência de mercado? Deixe sua opinião.


Por Marin Perez | InformationWeek EUA

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Seminário na Câmara debaterá política industrial de TI


A reavaliação da Lei de Informática será o principal foco do seminário que a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realiza na próxima terça-feira (06). A iniciativa do debate é do deputado Bilac Pinto (PR-MG), que defende uma política industrial adequada para promover a inovação e o desenvolvimento da indústria nacional de hardware.

Entre os temas que serão abordados no debate estão a elevação do índice de nacionalização dos componentes de TI produzidos no país; a redução dos preços finais aos consumidores, a implantação de uma indústria de semicondutores no Brasil, além do investimento em pesquisa.

“Temos uma indústria dinâmica, que utiliza o que há de mais moderno e eficiente em tecnologias de produção. Mas em muitos setores – e em especial no da tecnologia da informação – o Brasil ainda consome muito mais do que produz. No setor de hardware, a indústria nacional ainda tem pouca capacidade de competir com seus rivais estrangeiros, e o mercado é abastecido majoritariamente por equipamentos e componentes importados”, destacou o deputado ao justificar a realização do debate.

Segundo o presidente da CCT, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), a partir dos debates, que acontecerão entre 9h30 e 16h30, no plenário 13 da Câmara, os deputados da comissão colherão os subsídios necessários ao aperfeiçoamento do marco legal do setor e à ampliação da competitividade da indústria brasileira. (Da redação, com assessoria de imprensa)

Por Tele.síntese

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Celular no Brasil: muito espaço para crescer.


O Brasil continua a apresentar mensalmente significativas taxas de crescimento no número de adições líquidas na telefonia móvel, desempenho que o coloca na quinta posição mundial entre os países que mais incorporaram clientes no primeiro trimestre deste ano. Conforme o Global Wireless Matrix da Merril Lynch – que faz um minucioso estudo sobre a telefonia celular nos principais mercados do mundo – no primeiro trimestre deste ano, as operadoras brasileiras adicionaram às suas bases 4,9 milhões de novos usuários.

A atuação brasileira só foi suplantada pelas empresas da China, Índia, Indonésia e Paquistão. O Brasil, que fechou o primeiro trimestre com 127 milhões de usuários móveis, continua ocupando também a quinta posição entre os países com o maior número de celulares em serviço. China jamais perderá a liderança, e já conta com 575 milhões de telefones móveis em serviço; seguida pelos Estados Unidos, com 259 milhões; pela Índia, com 257 milhões; e Rússia, com 168 milhões.

Se os países em desenvolvimento são aqueles onde a telefonia celular mais cresce, o primeiro período deste ano foi marcado, conforme a Merrill Lynch, pela conquista, pelos países desenvolvidos, de 100% de taxa de penetração, o que teoricamente significaria que toda a população de um país rico tem um celular. Na prática, essa taxa demonstra que muitos daqueles com idade para carregar um celular têm mais de um aparelho.

Os países em desenvolvimento estão com uma taxa de penetreção de 48,6%, que, somada à taxa dos desenvolvidos dá uma média de 57%.


Taxa brasileira

A taxa de penetração brasileira, se é maior do que a média mundial – atingiu, no primeiro trimestre, 67% da população – é, por outro lado, menor do que a de quatro países latino-americanos, o que demonstra que há ainda muito espaço para o crescimento do serviço no mercado interno.

A Argentina fechou o período com 100% de penetração, seguida pelo Chile, com 90%; Venezuela, com 89% e Colômbia, com 74%. O México, onde a competição não é tão acirrada, apresenta a mesma taxa brasileira, de 67%. Somente o Peru, entre os países pesquisados pela consultoria, tem um número menor, de 54%.

A recente licitação de freqüências de terceira geração promovida pela Anatel e que obrigou a ampliação da cobertura para todo o território brasileiro em dois anos (o celular cobre 90% da população, mas não alcança mais da metade dos municípios) irá contribuir para o avanço do serviço entre a população brasileira.


Problemas

Mas outras iniciativas precisam ser adotadas pelas empresas e, mesmo, estimuladas pela Anatel, já que alguns indicadores brasileiros destoam dos demais mercados, demonstrando alguns problemas.

O primeiro problema é que o brasileiro usa muito pouco o celular. O Brasil apresenta uma das mais baixas médias nesse quesito, de 85 minutos falados por mês, atrás apenas do Peru, de Marrocos e das Filipinas. Também usa muito pouco o celular para a transmissão de dados, outra eficiente forma de comunicação. Apenas 8% das receitas das operadoras de celular brasileiras são geradas pela transmissão de dados, o que coloca o país na penúltima posição, somente à frente do Egito, com 6%.

Uma das razões para o brasileiro usar pouco o celular é o preço do serviço, que está em média US$ 0,18 o minuto, valor mais alto do que o apurado em mais de 30 países. Nesse preço, porém, está computado o valor da tarifa de interconexão (a VU-M). Essa tarifa, hoje 12 vezes maior do que a tarifa da rede fixa, precisa de um novo tratamento por parte da agência reguladora.



Por Miriam Aquino | Tele.Sintese

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Qual é o melhor smartphone?


SÃO PAULO – O fenômeno da Apple está no Brasil em nova versão, mas agora o iPhone 3GS terá de enfrentar uma legião de smartphones de ponta, se quiser manter-se no posto de celular mais desejado de todos os tempos.


De um lado está o Android, cujo expoente no Brasil é o HTC Magic. De outro, a esperta interface da Samsung, embarcada no Jét. Ainda entram nessa o LG Arena e a geração touchscreen da Nokia, capitaneada pelo N97.
uçamos nos cinco e chegamos a uma conclusão: todos estão poderosos e afinados com as redes sociais – em segundos, você atualiza o Twitter e o Facebook. Mas o iPhone faz isso com mais estilo. Clique em cada um para ver o review completo.

Apple iPhone 3GS
O smartphone mais badalado do ano tem um caminhão de novidades. Do processador mais rápido às funções prosaicas do iPhone 3GS, como “copiar e colar”, não existe nada capaz de provocar um hecatombe. Mas tudo junto representa uma baita evolução. Para quem estava esperando sair um modelo redondinho antes de resolver comprar, aqui está ele. Mas, se você já tem a versão 3G, atualize o sistema operacional e seja feliz.

HTC Magic
O competente, porém desengonçado, HTC G1 ganhou um irmão fininho e sem teclado físico para estragar sua elegância. O nome dele é Magic, mas pode chamar de G2. Afinal, a evolução não ficou só no design. Mais rápido e com mudanças drásticas no software, o smartphone com sistema do Google está pronto para desembarcar no Brasil daqui a duas semanas, estreando a interface HTC Sense por aqui.
Olhando apenas os recursos, não é exagero dizer que o Nokia N97 é o smartphone mais completo da atualidade. Por ser o primeiro aparelho da marca a apostar na combinação de teclado QWERTY deslizante e tela sensível ao toque, ele já teria credenciais para brigar com iPhone e Android. Mas além de Wi-Fi, 3G, Bluetooth e GPS, o modelo parte para o apelo com seus 32 GB de memória interna e uma câmera de 5,4 megapixels.

LG Arena
Você deve estar cansado de ver comparações entre o iPhone e outros aparelhos touchscreen. Algumas são descabidas, pois smartphones têm perfis diferentes, e não é apenas a tecnologia usada na tela que determina isso. Mas neste caso não tem jeito: o Arena KM900, da LG, não tem vergonha de ser um iClone sofisticado – e o mais impressionante, tanto pelos recursos como pela interface caprichada.

Samsung Jét
A Samsung deveria contratar o Michael Schumacher para garoto-propaganda do Jét. Se não for o mais rápido de todos os tempos, certamente o celular garante lugar no pódio. E o melhor: a velocidade do chip de 800 MHz vem acompanhada por um monte de recursos, que inclui a trinca 3G, Wi-Fi e GPS, widgets pra todo gosto, câmera de 5 megapixels e a fantástica tela AMOLED de 3,1 polegadas.


Por Marco Aurélio Zanni, de INFO Online.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

16 anos de celular no Brasil. Passou rápido, né?


Em meados de março de 1993, chegavam os primeiros aparelhos de telefonia celular no Brasil. A tendência móvel que já começava lá fora, aportava em nossas terras com ares de luxo para pouquíssimos afortunados. Lembro que São Paulo foi a primeira das cidades brasileiras a ter celulares. Foi um frisson. Gente esnobando aparelho na rua... era um artefato para poucos, pois os preços tanto do aparelho quanto da linha eram bem proibitivos. E o sinal não era lá essas coisas, com muita instabilidade.

Ainda lembro dos primeiros celulares à venda. Aquele modelo UltraTac da Motorola era o “top” de linha, mesmo sendo um tijolaço de tão pesado. Os executivos o carregavam na mala, e não no bolso. Lembrava muito os telefones sem fio caseiros que temos hoje. E quando a Motorola lançou o primeiro modelo StarTac que era dobrável, foi uma revolução estética. Mesmo com as famigeradas antenas.

De lá pra cá, os preços foram caindo e as ofertas se diversificando, tanto por parte das fabricantes quanto das operadoras. E a cada ano as evoluções eram mais rápidas. Muitas foram as tecnologias de conexão discutidas e ainda hoje são testadas.

16 anos depois, o cenário é outro. O celular se integrou ao nosso cotidiano. O número de conexões em redes de telefonia móvel no Brasil até julho deste ano ultrapassou a marca de 161,9 milhões. A tecnologia evoluiu e temos aparelhos que ocupam um décimo do espaço dos primeiros modelos. Navegamos via 3G. Temos smartphones que se aproximam de computadores na palma da mão (e sem antenas, ainda bem). Falar é só um detalhe, pois ouvimos música, jogamos e assistimos a vídeos neles. E há um relacionamento mais estreito das operadoras com os clientes.

O mais importante pra mim foi o seguinte: a relação que criamos com os celulares. Dá pra imaginar, hoje, um dia sem o seu celular? Dá pra imaginar alguém que não tenha um? É um avanço da tecnologia que anda junto conosco, no dia-a-dia e creio que ainda está em transformação. Para o quê, ainda não sabemos. Quem viver, ouvirá.

Por Anderson Costa | ClaroBlog

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Novo celular da Samsung tem 12 MP


A Samsung lançou lá no Oriente um celular que vai enganar muita gente. Culpa disso é seu formato e seus megapixels de câmera. Acredite, o SCH-W880 não é uma câmera digital.

Além dos 12 megapixels, da capacidade de filmar em HD e os 3x de zoom óptico, o formato do SCH-W880 vai deixar muita gente confusa. Ele tem comandos comuns às câmeras na parte superior e de frente, nove em cada dez japoneses chamarão o celular de câmera.

Porém, além dessa pinta de câmera, o celular tem tela de 3,3 polegadas sensível ao toque de AMOLED, conexão Wi-Fi, 3G, Bluetooth e GPS. Se você lembrou do Pixon, saiba que o SCH-W880 quer tomar o posto de “melhor câmera digital camuflada de celular” que você já viu.



Por Leonardo Martins

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Samsung apresenta seu primeiro telefone celular de código aberto



Seul, 25 set (EFE).- O maior fabricante mundial de telefones celulares, o sul-coreano Samsung Electronics, anunciou hoje o lançamento de seu primeiro telefone celular de código aberto com sistema operacional Linux, informou a agência local Yonhap.

O aparelho com tela tátil estará disponível, em princípio, apenas para o mercado britânico, após o acordo alcançado entre Samsung e o maior operador móvel mundial, Vodafone, para inaugurar um novo serviço de internet no Reino Unido.

O telefone de Samsung funcionará com o Limo, versão para móveis do Linux, um sistema operacional de código aberto que permite realizar aplicações e modificar software sem necessidade de pagar direitos.

O sistema Limo foi desenvolvido pela fundação homônima, formada por um consórcio mundial de empresas, operadores e fabricantes líderes na indústria da comunicação móvel que pretendem a difusão deste sistema aberto.

"Como membros da Fundação Limo, estamos muito envolvidos em desenvolver esta plataforma e estamos encantados de apresentar o primeiro móvel Limo R2 (última versão do sistema operacional)", disse Shin Jong-hyun, vice-presidente executivo de Samsung Electronics à agência de notícias Yonhap.

O inovador modelo sairá em exclusiva para o mercado britânico e se chamará Vodafone 360 H1 Samsung.

O dispositivo de última geração dispõe de tela tátil de alta definição e das últimas funções para conectar-se a internet, baixar música ou ver filmes no telefone celular. EFE


Por G1

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Redes móveis e IP vão liderar aumento de tráfego na AL


Para IDC, esse crescimento virá pela substituição de telefone fixo por móvel, serviços IP e outros serviços como e-mail e mensagens instantâneas

O mercado de telecomunicações na América Latina vem passando por diversas transformações. As redes 3G estão nesta lista e por contribuir bastante para a popularização da banda larga em locais onde o cabeamento não chega. Essa tendência aos serviços móveis deve fazer com que quase metade do aumento de tráfego na América Latina venha do crescimento das redes móveis e IP.

A previsão é da IDC, que, na última semana, apresentou algumas tendências para o mercado de telecom na região. Dados da consultoria apontam que, ao final de 2008, dois terços do tráfego de voz veio de serviços tradicionais, enquanto o restante ocorreu pelo aumento das redes móveis (31%) e aumento do IP (3%). Já em 2010, a IDC acredita que o tráfego de voz mas que, ao mesmo tempo, passará por grande transformação.

Durante apresentação dos dados o consultor Diego Anesini apontou que, em 2013, quase metade do tráfego total irá corresponder ao aumento dos móveis e redes IT. Para a IDC, essa mudança virá pelo aumento da substituição do telefone fixo por móvel ou telefonia IP, além de outras alternativas como uso de e-mail e mensagens instantâneas.

A consultoria também acredita que o mundo corporativo irá liderar a convergência para tráfego IP, enquanto os usuários finais optarão pela telefonia móvel. Na América Latina, Chile e México lideram a adoção de IP.

O estudo IDC Telecom Services Database, em 2008, revelou que as conexões banda larga saltaram 37,5% na AL, passando de 28 milhões de ligações. Para 2013, a consultoria prevê que mais de 30% das residências na região terão acesso à internet rápida.


Por IT Web

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Samsung lança chips móveis


Fabricante de celulares apresentou processadores de 1 GHz, sensor de câmera de cinco megapixels e tecnologia para integração de touch

A Samsung está pavimentando o caminho para a próxima geração de dispositivos móveis. Para isso, a fabricante introduziu diversos chips para devem melhorar o desempenho de aparelhos sofisticados sem que haja aumento do consumo de energia.

A segunda maior fabricante de celulares do mundo lançou dois processadores de 1GHz baseados em ARM Cortex A8 que, de acordo com a empresa, tem capacidades para gráficos 3D, vídeo de alta resolução e acesso à internet em tempo real. Além disso, os produtos têm arquitetura para baixo consumo de energia.

O S5PC110 é focado em dispositivos menores, como smartphones, enquanto o S5PV210 será destinado para aparelhos como netbooks ou tablets. Esses processadores devem ter mercado para uma grande variedade de aparelhos, já que os chips da Samsung são encontrados em diversos produtos eletrônicos, como o iPhone da Apple.

"Nível de desempenho com baixo consumo de energia será o principal requisito de um dispositivo móvel", afirmou Kwang Hyun Kim, vice-presidente sênior da Samsung. "A Samsung desenvolve o S5PC110 e o S5PV210 para satisfazer esses conflitantes requisitos e permitir um novo nível na experiência do usuário."

A fabricante lançou ainda um chip para integrar capacidade de controle touch screen, um segmento que observadores da indústria acreditam que terá crescimento acelerado nos próximos anos.

Na mesma balada a Samsung lançou um chip com sistema de sensor de imagem embarcado que traz suporte para câmeras de cinco megapixels em telefones móveis. O S5K4EA combina sensor de imagem CMOS e processador de sinal de imagem.


Por Marin Perez | InformationWeek EUA

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Demanda inesperada pelo 3G gera problemas na telefonia móvel


Desde o início do ano, clientes da telefonia móvel têm sofrido com falhas recorrentes na operação do serviço. A culpa por estes problemas seria do início da oferta dos serviços de terceira geração (3G) e da procura fortíssima de clientes pela banda larga móvel. A constatação foi feita pela área técnica da Anatel e comunicada nesta sexta-feira, 18, ao Conselho Consultivo da agência reguladora. "O avanço do 3G foi acima de todas as expectativas, inclusive da nossa", declarou o superintendente de Serviços Privados, Jarbas Valente.

Essa demanda surpreendente não está limitada apenas a compra da banda larga móvel. O consumidor brasileiro também estaria fora da média mundial com relação ao tráfego de dados usando as tecnologias 3G. Segundo Valente, a média dos outros países é de uma demanda que vai de 1 a 2 Gb por usuário por mês. No entanto, o Brasil estaria com um tráfego individual na casa dos 8 Gb por mês. "É uma demanda muito maior do que a do resto do mundo. Se tivesse só a demanda de 2 Gb estava ótimo", comentou Jarbas.

Esse volume de tráfego está afetando também os serviços de voz móvel, segundo o superintendente, na medida em que a rede está sobrecarregada. Assim, registros de "erro de conexão", falta de sinal e quedas nas chamadas, que se tornaram comuns em diversas capitais, estariam sendo provocados pelo forte tráfego gerado pelo 3G nas estações rádio-base (ERB).

Plano de R$ 5 bilhões

Os problemas no tráfego teriam sido constatados pela Anatel há aproximadamente seis meses. Já nesta época, a agência criou dois grupos para negociação de soluções com as empresas, um de cunho técnico e outro estratégico. Uma ação espontânea tomada pelas operadoras foi a suspensão da publicidade dos modens 3G, como forma de conter em parte o avanço da procura pelos serviços de banda larga. Além disso, cada operadora deverá implementar planos de expansão da rede para suportar a demanda por dados.

Parte dos investimentos já estaria sendo feita, de acordo com Jarbas Valente. A estimativa da Superintendência de Serviços Privados (SPV) é que a planta de ERBs do Brasil, estimada em 46 mil, já tenha sido ampliada em cerca de 10% até o momento. Mas os investimentos devem continuar e o volume de recursos necessário para resolver os problemas não é pequeno.

Valente projeta que cada operadora deve ter que fazer um investimento médio de R$ 1 bilhão para o reforço de capacidade de sua infraestrutura. Com isso, o setor de telefonia móvel pode ter que desembolsar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões a mais do que os investimentos previstos para colocar a oferta do 3G nos trilhos. Os problemas de voz estariam localizados na comutação, exigindo expansão nas centrais e nos backbones das empresas.

Banda Ka, Ku e C

Da parte da Anatel, há um planejamento para licitar novas licenças de exploração nas bandas Ka, Ku e C, consideradas de alta capacidade, para reforçar a transmissão de dados via satélite. A medida é necessária porque muitas localidades, especialmente em áreas rurais, são atendidas com banda larga via satélite. E os atuais satélites podem não estar conseguindo suportar a alta demanda de dados. A nova licitação deve ser feita ainda neste ano, comunicou o superintendente.

Mesmo com a localização da necessidade de expansão e reforço das redes físicas, a Anatel também continua atenta à necessidade de ampliação de espetro para a telefonia móvel. Para Valente, é incontestável que as operadoras precisam de mais faixas de radiofrequência para dar conta da expansão dos serviços e a agência continua trabalhando para que esta demanda seja atendida.

Por Teletime

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Android HTC Magic chega ao Brasil


Smartphone começa a ser vendido em outubro, mas fabricante ainda não divulga preço do produto


Quase um ano após a chegada do smartphone com a plataforma Android no mercado norte-americano, a HTC - que fabricou o primeiro celular com o sistema operacional do Google, o G1 - lança no Brasil o Magic. O modelo vem com diversas funcionalidades que se espera de um celular inteligente, como Wi-Fi, suporte 3G, sincronização com e-mail, mas, diferente do que acontece no exterior, o Magic lançado no País agrega o HTC Sense, um conceito de experiência do usuário.

De acordo com o diretor-regional da HTC América Latina, Juan Ortiz, esse conceito é uma forma que a empresa desenvolveu de entender o comportamento do usuário e fazer com que o produto possa ser moldado de acordo com o momento (casual ou profissional) ou mesmo com a personalidade da pessoa. "Queremos reduzir a distância entre produtividade e vida pessoal, porque além de trabalhar, tem final de semana, e as pessoas querem aproveitar os aparelhos nessas ocasiões", argumenta Ortiz.

Essa explicação, inclusive, vai ao encontro da estratégia da companhia com o produto, que é atingir, em determinado momento, o mercado corporativo. Ortiz define o Magic como sendo um aparelho de uso integral, embora reconheça que, inicialmente, o trabalho maior será com usuários finais.

A HTC não abre número de vendas, porcentuais e nem o faturamento que possui com aparelhos que rodam a plataforma Android. Mas, como pioneira no assunto, afirma que as vendas e o interesse pelo sistema operacional open source tem registrado crescimento acelerado.

Falando sobre o aparelho, o diretor de negócios da HTC Brasil, Rodrigo Byrro, afirma que a fabricante busca desenhar em seus produtos algo que os usuários possam mostrar sua individualidade. "Os aparelhos, em geral, são desenhados em cima de funcionalidades e as pessoas nem conhecem, querem algo personalizado."

Os executivos afirmaram que a HTC já assinou acordos com operadoras interessadas em vender o aparelho e que, a partir da segunda semana de outubro, já será possível encontrar o smartphone nas prateleiras. A TIM é uma das companhias que fará a venda do aparelho, segundo informou a própria operadora em comunicado à imprensa. O valor que será cobrado pelo produto ainda não foi divulgado.

Visão geral

O Android Magic da HTC tem um visual que deve atrair um bom público e a possibilidade de personalizar a interface por meio do HTC Sense pode ser um diferencial, já que um executivo, por exemplo, pode selecionar widgets para sua tela de entrada como e-mail, movimentação do mercado financeiro, calendário e previsão do tempo. A questão do tempo e fuso horário, aliás, é algo interessante, o smartphone faz a atualização automática - desde que o usuário dê a permissão na primeira movimentação.

Outra vantagem do aparelho é o suporte ao Flash para navegação pela web. O zoom in e zoom out do navegador funcionam bem. Por não trazer teclado QWERTY físico, pode ser que haja um pouco de restrição no mercado corporativo, mas nada muito sério, já que o iPhone também não traz teclado físico e começa a ganhar espaço no segmento. Para facilitar a digitação, o Magic permite visualização e uso do teclado tanto na vertical quanto na horizontal. A reportagem testou o aparelho e a resposta do touch screen é boa, a câmera também tem qualidade, 3.2 megapixels. Além disso é possível sincronizar e-mails com Outlook, Exchange e Gmail

Há integração para postagem e upload de conteúdo com as redes sociais Facebook, Twitter e Flickr. Essa facilidade é da HTC Sense e, por ser um sistema global, o Orkut, rede social mais utilizada no Brasil, não integra esse pacote.

O processador Qualcomm de 528 MHz responde bem, mas, para algumas funções deixa um pouco a desejar. Talvez essa demora em algumas ocasiões esteja no fato de a versão do Android que roda no aparelho ser a 1.5 cupcake, o Google já promoveu uma atualização no sistema que deixou a plataforma mais rápida. Ainda não se sabe quando os usuários do Android no Brasil poderão baixar aplicativos do Android Market, é algo que dependerá do Google.

No embalo

Na mesma semana em que a HTC anuncia seu primeiro Android no Brasil, a Samsung também traz o seu modelo com plataforma Google. O primeiro, aliás, que a fabricante lança em âmbito mundial. Em nota, a companhia informou que o modelo Galaxy terá tela touch screen com vidro antirisco e que o aparelho permitirá navegação pela web em alta velocidade, com conexão 3G e WiFi. O Galaxy tem câmera de 5 megapixels e o preço sugerido é de R$ 1.799.


por Vitor Cavalcanti

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Brasil tem maior índice de receptividade à propaganda pelo celular




Estudo realizado em 11 países mostra que 42% dos brasileiros gostariam de receber promoções e propagandas pelo celular. Média mundial é de 17%.

O Brasil apresenta o maior índice de receptividade à propaganda pelo celular, entre 11 países avaliados pelo “Estudo sobre o Neoconsumidor” divulgado nesta terça-feira (15/9) pelas consultorias Gouveia de Souza (GS&MD), especializada em distribuição e consumo, e o grupo Ebeltoft, que reúne 19 empresas de 16 países.

Entre os brasileiros participantes do estudo, 42% responderam que gostariam de receber promoções e propagandas pelo celular, enquanto 51% responderam que não têm interesse e 7% não sabem. Na média global, apenas 17% dos entrevistados se mostraram interessados em receber anúncios em seus dispositivos móveis.

Esta é a primeira edição da pesquisa realizada em julho com 5.500 internautas de onze países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal, Reino Unido e Romênia). No Brasil também foram feitas 500 entrevistas adicionais, via formulário, em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e São Paulo (SP).

Os brasileiros mais interessados em receber anúncios pelo celular estão na faixa etária de 25 a 44 anos e são da classe D (64%).

Da amostra, 39% dos participantes têm idade entre 19 e 34 anos e 44% entre 35 e 54 anos, sendo 26% com formação superior.

Pizza pelo celular
Quando questionados se fazem compras pelo celular, 20% dos brasileiros responderam afirmativamente. O índice, que representou quase o dobro das respostas da pesquisa na média mundial (11%), levou a uma nova análise da GS&MD. Na verdade, a amostra revelou que as respostas dos brasileiros se referem a chamadas de voz, em sua maioria, não à internet móvel.

De acordo com Luiz Goes, sócio sênior da GS&MD, a pesquisa mostrou que entre os adolescentes quase não há mais percepção do telefone fixo. “Já temos três vezes mais celulares do que telefones fixos no Brasil”, lembra o executivo. “Para os jovens, o telefone é o celular, seja para fazer um pedido no delivery ou comprar um ingresso, por exemplo”, diz o executivo.

Por Daniela Braun do IDG Now!

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