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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Portabilidade já soma mais de 3,2 milhões de solicitações


O serviço de portabilidade numérica atingiu na última quinta-feira, 8, o total de 3.253.496 solicitações para troca de operadora sem mudança do número de telefone. Deste total, 35% (1.131.273) foram feitas por usuários de telefonia fixa e os outros 65% (2.122.223) por assinantes de telefonia móvel, segundo dados da ABR Telecom, empresa que administra a portabilidade numérica no Brasil.

Apenas em setembro, 358.803 pedidos de portabilidade numérica foram realizados, sendo que 92% foram atendidos de acordo com a expectativa dos usuários do serviço. Segundo a ABR Telecom, 2,2% das solicitações, no período, não foram atendidas por questões relacionadas ao processo de migração.

De acordo com a empresa, desde que o serviço foi implantado em todo o país, o índice tem se mantido em uma média superior a 92%. O histórico aponta que em março, quando a portabilidade passou a ser acessível para todos os usuários dos mais de 220 milhões de telefones fixos e móveis no Brasil, a eficiência registrada foi de 92%, índice que se repetiu em agosto e no último mês, setembro.

O mês de abril apresentou uma queda de um ponto percentual, com 91% de eficiência. Junho foi o mês que atingiu o índice mais alto com 94% e, em julho, a eficiência da portabilidade numérica foi de 93%. A eficiência mede o percentual de atendimento dos pedidos de portabilidade, de acordo com a expectativa do usuário, a partir do momento em que ele solicita a migração.

Por Teletime

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Especial Android: plataforma muda conceito de inovação em celulares


Software criado pelo Google promete trazer novos aplicativos de comunicação móvel focados. Mas, antes, precisa conquistar os desenvolvedores

A disputa pelo mercado de celulares ganhou novos ares nos últimos meses. A série de lançamentos envolvendo a plataforma Android - criada pelo Google e gerenciada atualmente pela Open Handset Alliance - tem movimentado o mercado em outras direções que estão longe das features embarcadas nos aparelhos. A disputa agora é sobre o futuro dos serviços que estes aparelhinhos permitirão.

O Magic, da HTC, lançado recentemente no Brasil, já é um bom exemplo do que pode se esperar dessa nova safra de celulares. Ele traz facilidades para que o usuário instale widgets (aplicativos web) variados e traz interação nativa com redes sociais e aplicativos de escritório. Esta evolução, mais pela possibilidade e pelo momento em que surge do que por suas características atuais, deve levar a caminhos inimagináveis.

É como se no começo da popularização dos computadores, nos anos 80, não tivéssemos o Windows como sistema predominante. No mundo móvel de hoje, existem ao menos seis tecnologias concorrentes buscando um lugar ao sol. Symbian, RIM OS, Android, iPhone OS, Palm OS e Windows Mobile disputam o coração dos consumidores. "O sucesso delas dependerá da oferta de aplicativos e nisso o Android é promissor", explica o diretor de negócios da HTC no Brasil, Rodrigo Byrro.

O lado curioso da nova disputa é que não há grandes diferenças entre os novos celulares com Android. Eles somente se mostram prontos para a nova evolução que pode ser proporcionada pelas comunidades de desenvolvedores espalhadas pelo mundo.

Esse fator disperso e dependente de comunidades locais pode causar uma reviravolta no mercado em torno dos celulares. A produtora de software Distimo detectou um padrão interessante que explica esse novo cenário e pode ser conferido neste link. Seus aplicativos para iPhone tem boa penetração em mercados locais. Porém, as vendas de programas para Android se destacam globalmente.

As possibilidades dos serviços especializados em celulares são muitas. A rede das operadoras pode identificar o local exato da pessoa e os dados trocados entre sistemas podem levar isso em consideração. Um exemplo é o aplicativo de previsão do tempo que está no Magic, que informa o clima local de forma imediata mesmo que o usuário viaje entre mais de uma cidade no mesmo dia. "Porém, toda a inovação dependerá da forma e do que os desenvolvedores de software vão criar para o Android", destaca Byrro.

Não é por acaso que a Motorola, ao anunciar suas intenções com o Android, prometeu ajudar a troca de informações entre técnicos do mundo todo para a evolução da plataforma. A empresa lançou o MOTODEV Studio Android Beta, para facilitar a criação de aplicativos para os terminais da marca e deve abrir seus canais de distribuição para as soluções em breve.

A atenção da empresa ao assunto pode ser conferida aqui. O vice-presidente para plataformas de software e ecossistemas da Motorola, Christy Wyatt, acredita que o Android, como uma plataforma aberta, irá fomentar a inovação dos celulares nos próximos anos.

Algo que é enfatizado por um dos maiores especialistas em redes digitais, o matemático e criador do protocolo TCP/IP e atualmente um dos evengelistas do Google, Vinton Cerf. Entre uma declaração e outra sobre liberdade na rede e web semântica, Cerf costuma apoiar mistura de softwares de desenvolvimento abertos e celulares. Para ele, esse casamento será glorioso em meios para facilitar todo o tipo de comunicação num futuro próximo.


Por Gilberto Pavoni Junior | especial para IT Web

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Telesp faz oferta superior à da Vivendi pela GVT


Subsidiária do Grupo Telefônica enviou comunicado à CVM e à BM&F/Bovespa avisando que pretende comprar GVT por R$ 6,5 bilhões

Quase um mês depois de a francesa de telecomunicações e entretenimento Vivendi anunciar intenção de adquirir até 100% do capital da brasileira GVT, agora é a vez do Grupo Telefônica fazer sua investida. Por meio da Telesp, a companhia informou ao mercado que também fará oferta pública para a compra da GVT por R$ 6,5 bilhões ou R$ 48 por ação.

A oferta cobre a proposta inicial da Vivendi, que previa pagamento de R$ 42 por ação ou R$ 5,4 bilhões. Na ocasião, executivos da multinacional conversaram com os controladores da GVT que haviam concordado em vender ao menos 20% da participação (eles possuem 30%).

Em nota, a Telefônica, que enviou comunicado sobre a oferta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à BM&F/Bovespa, afirmou que o sucesso da operação permitirá à companhia ampliar presença fora do Estado de São Paulo, além de gerar contribuições para ampliar sua base de usuários.

Assim como a Vivendi, a Telesp condiciona a operação de compra à aquisição de pelo menos 51% das ações da GVT. A subsidiária do Grupo Telefônica condiciona a compra também à dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção previstos no seu estatuto e à aprovação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

por IT Web

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