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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Exportação de celulares não será afetada, de imediato, pela zona franca argentina.


A decisão do governo argentino de ter sua própria zona franca e, como parte da política industrial, aumentar os impostos para a importação de produtos eletroeletrônicos, não deve impactar de imediato a exportação de aparelhos celulares do Brasil para aquele país. A avaliação é do presidente da Abinee, Humberto Barbato, que considera a medida radical, da forma como está sendo implementada. No seu entendimento, o país tem todo o direito de criar sua zona franca, mas deveria aumentar os impostos gradativamente, na medida em que a produção local fosse sendo ampliada.

O projeto de lei, aprovado pelo Senado e referendado esta semana pela Câmara de Deputados da Argentina, acaba com a isenção de impostos internos para a produção de eletrônicos em quase todo o país e aumenta os impostos para os produtos importados -- no caso do Brasil afeta diretamente celulares, monitores, computadores, aparelhos de televisão e de ar condicionado -- com o objetivo de estimular a economia da Terra do Fogo, que o governo quer transformar num pólo tecnológico. Com a medida, a indústria brasileira será taxada em 21% com o Imposto Sobre o Valor Agregado (IVA) dos produtos, o equivalente ao ICMS no Brasil. Antes, a alíquota era de 10,5%.

"Em relação a zona franca, não há o que comentar porque a Argentina é soberana nas suas políticas. No entanto, a medida deveria considerar a aplicação de impostos gradativamente, até porque o país não tem, neste momento, capacidade de produção para atender a demanda e o que vai ocorrer é um aumento no preço do produtos para os argentinos", opina Barbato. Por essa razão, ele acredita que a decisão não vai impactar drasticamente, neste momento, as exportações brasileiras.

No caso de aparelhos celulares, a Argentina é o principal mercado importador do Brasil. Do US$ 1,065 bilhão exportado de janeiro a setembro deste ano pela indústria brasileira de celulares, US$ 548 milhões foram para a Argentina. O segundo país que mais importa esse produto do Brasil é a Venezuela, que, no mesmo período, importou US$ 116 milhões. Barbato acredita que essa produção será redirecionada para outros mercados, como México, Chile e Estados Unidos.

Por Fatima Fonseca

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Aprovado padrão para voz e SMS em LTE


Maioria das operadoras e fabricantes de celulares entrou em acordo sobre perfil técnico de voz e serviços SMS em rede LTE

Em um movimento que pode acelerar o lançamento de redes com tecnologia Long Term Evolution (LTE), um grupo de operadoras, fornecedores de infraestrutura e fabricantes de celulares entrou em acordo sobre um padrão para introdução e entrega de voz e serviços de SMS por meio de redes 4G LTE.
Chamado de iniciativa On Voice, o padrão de perfil técnico definiu algumas funcionalidades existentes no 3GPP que podem servir como padrão para provedores de serviços móveis, vendedores de equipamentos de rede e fabricantes de celulares.
As empresas acordaram que o padrão incluirá muitos - quando não a maioria - dos líderes mundiais no universo emergentes de LTE. Entre elas estão: AT&T, Orange, Telefônica, TeliaSonera, Verizon, Vodafone, Alcatel-Lucent, Ericsson, Nokia Siemens Networks, Nokia, Samsung e Sony Ericsson.
Algumas operadoras norte-americanas como Sprint Nextel e T-Mobile ficaram de fora. A Sprint tem trabalhado em torno da tecnologia WiMax e firmou parceria com a Clearwire para em torno desse tipo de rede wireless, já a T-Mobile, unidade da Deutsche Telekom, tem dado suporte a outro movimento chamado Voice over LTE Generic Access (VolGA).
Em comunicado, o grupo One Voice afirmou que o padrão ajudaria a garantir roaming internacional e interoperabilidade para os consumidores nos serviços de voz e de mensagem de texto.
"Discussões colaborativas abertas", afirmou o grupo, em comunicado, "concluíram que uma solução baseada em IP Multimedia Subsystem (IMS), como definido pelo 3GPP, é mais viável para atingir as expectativas dos clientes." O padrão ajudará a mover os circuitos de serviços telefônicos existentes para serviços LTE baseados em IP.

Por W. David Gardner | InformationWeek EUA

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lucro líquido da Vivo registra aumento de 153%


A Vivo Participações fechou o terceiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 340 milhões, 153,9% superior ao valor apurado no 3T08. No acumulado do ano, registra lucro de R$ 635,9 milhões, 72,7% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida de serviços de R$ 3,78 bilhões representa aumento de 4% em relação ao 3T08. A operadora também registrou crescimento sustentado da receita de dados e Serviços de Valor Adicionado (SVAs), que, na comparação com o 3T08 e 2T09, evoluiu 40,1% e 11,7%, respectivamente, atingindo 13,5% da receita líquida de serviços, com destaque para o crescimento de 76% das receitas de internet móvel. Os resultados consolidados consideram os dados financeiros da Telemig Celular Participações.
A margem Ebitda de 34,4% no trimestre representa aumento de 1,9 ponto percentual em relação ao 3T08 e 4 pontos percentuais quando comparada com o 2T09. O Ebitda atingiu R$ 1,4 bilhão no trimestre, uma evolução de 6% na comparação com o 3T08.

Adições
No 3T09, a empresa conquistou 2,028 mil novos acessos, com 31,2% de share de adições líquidas, liderando esse indicador. Em relação ao 3T08, o crescimento é de 10,1%. Em setembro, a base da Vivo atingiu 48,847 milhões de acessos, ampliando seu market share geral para 29,4% e de 31,4% em pós-pago, mantendo a liderança no mercado nacional. O crescimento da base em número de acessos no trimestre é de 15,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No final do trimestre, a rede 3G, lançada em outubro de 2008, atendia 561 municípios, atingindo 60% da população. O parque de acesso a planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas, cresceu 181% na comparação com o 3T08. A operação em GSM/WCDMA atingiu mais de 39,4 milhões de acessos, representando 80,7% do parque total.

Investimentos
O Capex do 3T09 representa um percentual de 13,4% sobre a receita líquida. Os investimentos continuam sendo destinados a aumento da cobertura das redes de 2ª e 3ª geração, aumento da capacidade nas regiões onde exista demanda, com especial atenção para o Nordeste e cumprimento das metas de cobertura estabelecidas pela Anatel. Além dos investimentos em rede, a operadora investiiu para aumentar a capacidade em sistemas, tanto em hardware quanto em software e no desenvolvimento e modernização da rede de lojas próprias. No acumulado do ano, o Capex totalizou R$ 1,69 bilhão, menor que o apresentado no mesmo período do ano anterior, em decorrência do investimento nas licenças. (Da redação)

Por Tele Síntese

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