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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Internet 3G está disponível para 62% dos brasileiros



Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) aponta que a cobertura da banda larga móvel está disponível para 62,3% da população brasileira. Até 2011, a tecnologia deve ultrapassar os acessos fixos do país, com um atraso de dois anos em relação a outros países.

Segundo o estudo, realizado pela empresa chinesa de equipamentos para telecomunicações Huawei e a consultoria Teleco, até o final do segundo trimestre de 2009, 11,3% das cidades brasileiras tinham o serviço disponível por pelo menos uma operadora de telefonia celular. O levantamento afirma que o índice inclui 97,3% das cidades com mais de 500 mil habitantes.

A pesquisa mostrou ainda que no fim do primeiro semestre deste ano havia 4 milhões de acessos em todo o país - uma relação de cerca de dois acessos para cada 100 habitantes, índice bem abaixo da média mundial, que é de cinco.

Por causa dos altos preços e da pequena disponibilidade do serviço no mercado, a tecnologia 3G ainda tem pouca participação no mercado nacional. O Brasil é o que possui o maior preço em relação a outros países da América Latina. No país, um pacote de 500 MB de dados chega a custar, em média, R$ 76. Já na Argentina, por exemplo, o preço não chega a R$ 36.

Porém, a empresa Huawei estima que a banda larga móvel cresça no Brasil. No segundo trimestre deste ano, houve um aumento de 4 milhões de acessos – um crescimento de 33% em relação ao primeiro trimestre.

Por eBand

Oi utiliza infraestrutura das elétricas para levar banda larga ao Norte


Ao comprar a Brasil Telecom, uma das condicionantes impostas pela Anatel foi que a Oi levasse fibra óptica a três capitais da região amazônica: Boa Vista, Manaus e Macapá. A obrigação começa a ser cumprida com o atendimento de Boa Vista através de um acordo com a Eletronorte (a companhia elétrica do Norte) e a operadora de telecomunicações da Venezuela, a CanTV. Para a concessionária foi mais barato costurar um acordo com essas empresas do que levar o backbone brasileiro até a região amazônica. O diretor de assuntos internacionais da Oi, Francisco Perrone, explica que existia um acordo com o governo venezuelano desde junho de 2008 para prover banda larga na região fronteiriça, o que acabou facilitando as coisas.

A Eletronorte fornece o link de dados de alta capacidade que liga Boa Vista a Santa Elena na Venezuela. De lá, o tráfego entra na rede da CanTV e vai até Caracas, onde se conecta no cabo Globenet da Oi. Para o ano que vem, a Oi já planeja o atendimento de Manaus que será feito basicamente nos mesmo moldes. No caso de Manaus, a Oi vai construir uma rede de fibra ligando a cidade a Boa Vista, onde o tráfego entra na rede da Eletronorte e sai pela rede da CanTV. Perrone afirma que o projeto já está em análise nos órgãos que concedem as licenças ambientais.

A próxima cidade (cujo atendimento também está previsto para o ano que vem) é Macapá. Esse caso é o mais complicado porque a cidade não tem uma rede elétrica com sua respectiva rede de dados conectada ao resto do país, mas sim uma pequena geração própria de energia. Para Macapá, a Anatel deu um prazo de seis meses a partir da chegada do cabo OPGW das elétricas.

Demanda

Ao mesmo tempo em que a Oi cumpre exigências vinculadas à compra da Brasil Telecom, a empresa já está conectando também as escolas das cidades, o que é uma outra obrigação assumida com o governo. Perrone diz que em Boa Vista os serviços estão disponíveis aos clientes finais e que o preço será "equivalente" ao de Belém, onde a Oi chega com backbone próprio. O executivo faz um cálculo simples para estimar a demanda pelo serviço. Segundo ele, a penetração da banda larga sobre as linhas de voz está na casa dos 12%. Em Boa Vista existem cerca de 20 mil linhas de voz, então a banda larga teria uma demanda estimada de 2,4 mil assinantes. Francisco Perrone lembra, entretanto, que o ADSL é viável a um certo limite de distância da central telefônica. "São obrigações que nós tentamos aproveitar para melhorar o nosso negócio. Não necessariamente eu estou ganhando dinheiro nisso. Previamente não há calculo se isso é financeiramente retornável ou não", afirma.


Por Teletime

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Brasil usa menos 3G que média mundial


Celular 3G em linha de montagem: preço do aparelho ainda é obstáculo para brasileiros, diz estudo


SÃO PAULO - Um estudo da Huawei sobre o uso da banda larga móvel no Brasil mostra que o país está bem atrás da média mundial no consumo desta tecnologia.

Segundo a análise, no Brasil há 2,1 acessos à banda larga móvel por grupo de 100 habitantes. A média mundial é de 5 acessos a cada 100 habitantes.
A análise aponta o custo dos aparelhos que suportam 3G e o elevado percentual de usuários de telefonia móvel que possuem apenas contratos pré-pagos como dois fatores que jogam contra a popularização da banda larga móvel no país.

Apesar disso, o estudo da Huawei cita projeções da consultoria Teleco que preveem forte expansão do 3G nos próximos anos no Brasil. Até 2014, diz a Teleco, o número de acessos à banda larga móvel deve crescer fortemente, saltando dos atuais 4 milhões de acessos para 60 milhões.

A Huawei mediu ainda a penetração das redes móveis rápidas no Brasil. Até junho deste ano, o estudo registrou oferta de serviços 3G em 11,3% dos municípios brasileiros, atendendo uma região que reúne 62% da população brasileira.

Em parceria com a Teleco, a Huawei afirma que divulgará relatórios trimestrais sobre o uso das redes móveis rápidas no Brasil.


Qual na sua opinião a melhor internet 3G?

 
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